F

Acabou de sair

 https://livrosvamosdevoralos.blogspot.com/2018/08/resenha-vidas-na-noite-de-aione-simoes.html  https://livrosvamosdevoralos.blogspot.com/2018/07/filme-livraria-bookshop.html  https://livrosvamosdevoralos.blogspot.com/2018/07/resenha-volte-para-mim-de-paola.html

O que você procura?

21 julho 2018

Filme | A livraria (The Bookshop)


Título: A livraria | Título original: The BookShop | Distribuidor: Cineart Filmes | Estreia: Março/2018 | Gênero: Drama | Direção:  Isabel Coixet | Duração: 1h53m | Avaliação: 4/5


A livraria é uma adaptação da obra de mesmo nome escrita por Penelope Fitzgerald. A trama se passa no final da década de 50, uma mulher (Emily Mortimer) recém-chegada em uma pacata cidade do litoral da Inglaterra decide abrir uma livraria. Contudo, sua iniciativa é vista com maus olhos pela conservadora comunidade local, que passa a se opor tanto a ela quanto ao seu negócio, obrigando-a lutar por seu estabelecimento. Adoro cinema


Nesse filme é preciso prestar atenção nos detalhes que criam todo o clima dramático da trama. A começar pela pequena cidade inglesa em que a protagonista vive, um lugar frio e cinzento. Embora as cores sejam acrescentadas com a aparição de alguns personagens importantes e a inauguração da livraria, é difícil não ligar as "cores apagadas" da cidade com o comportamento dos personagens. Perceber isso foi como um ponto de partida para que eu pudesse me envolver com tudo que imaginava que a protagonista iria viver, por querer montar sua livraria no local. É preciso observar também com atenção as expressões e atitudes sutis dos personagens, que nos revelam muito sobre seu passado ou sobre seu estado de espírito.  


Florence Green (Emily Mortimer), nossa protagonista, é doce e gentil, tanto que durante todo o desenrolar da história se manteve paciente a todas as insinuações contrárias - e grosseiras - à ideia de uma livraria na cidade. Achei isso interessante. A criação de uma protagonista que vive em uma época marcada pela hipocrisia da sociedade, tem um grande sonho e quando consegue realizá-lo é atacada por essa mesma sociedade com todas as armas possíveis. A diferença aqui, diante de tantas personagens femininas à frente de seu tempo que conhecemos, é que Florence prefere sorrir, por exemplo, mesmo em ambientes ou diante de pessoas em que se sente totalmente desconfortável. Não posso negar que vi muita passividade na protagonista. E nem por isso deixei de ver força nela, apesar de sua ingenuidade em tantos momentos. Por que não admirar uma personagem que apenas preferiu não se importar com as más intenções dos moradores da cidade, e foi pacífica? Até mesmo na ficção, nem todas as protagonistas de época precisam ser fortes, determinadas e comprarem uma boa briga. 

Por ter gostado tanto da doçura da protagonista, o final me entristeceu. A realidade inevitavelmente batendo à porta. Porém, um certo romance em meio aos livros, e uma certa menininha que vê em Florence uma inspiração, traz conforto ao desfecho. Um ótimo drama para os amantes da literatura.


Trailer




Livro

Edição mais recente (2018) publicada pela Editora Bertrand Brasil.




Imagens Copyright A contracorriente Films

Um comentário:

  1. Olá
    Já adicionei o título a minha lista gigante de filmes pra assistir. Eu adoro filmes e livros que envolvam livros, livrarias, bibliotecas e esse parece fofinho. Adorei o que falou sobre nem toda personagem feminina de romance histórico precisar comprar brigas. Acredito que cada mulher é forte a sua maneira e exigir que todas ajam de um certo modo, é só mudar o foca da repreensão.

    Vidas em Preto e Branco

    ResponderExcluir