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11 maio 2018

Resenha | Matem o presidente, de Sam Bourne

Título: Matem o presidente
Autor: Sam Bourne
Editora: Record
Gênero: Thriller/Suspense
Páginas: 406
Ano: 2017
Skoob

(cortesia da editora)

Sinopse: Um plano para matar o presidente e um dilema moral unidos em um thriller explosivo. Aquilo que ninguém acreditava aconteceu... Os Estados Unidos elegeram como presidente um homem instável, machista e demagogo, apoiado por seu implacável estrategista, Crawford McNamara. Quando uma guerra de insultos com o regime da Coreia do Norte foge do controle e leva o presidente a ordenar o lançamento de um ataque nuclear, o que coloca em risco o mundo inteiro, fica claro que alguém precisa agir antes que a humanidade seja reduzida a cinzas. Assim, quando Maggie Costello, uma experiente funcionária de Washington e fiel aos seus princípios — completamente opostos aos do atual presidente —, descobre um plano dentro da própria Casa Branca para matar o presidente dos Estados Unidos, ela se depara com um grande dilema moral: ela deve salvá-lo, deixando o mundo à mercê de um tirano desequilibrado, ou trair seu comandante em chefe e arriscar lançar o país em uma guerra civil?


Matem o presidente é meu primeiro contato com o autor e depois de fazer a leitura descobri que esse é o terceiro livro da série Maggie Costello, que leva o nome da protagonista dos livros de Sam Bourne. A sinopse obviamente chama atenção, e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Qual fã de thriller resistiria a isso?

Imaginem um presidente racista, machista, totalmente instável e que abusa do seu poder. Agora imagine que esse homem é o presidente de um dos países mais importantes do mundo - os Estados Unidos (fácil imaginar, eu sei!). O inimaginável aconteceu e depois de eleito, uma série de polêmicas rondam o país, e os funcionários da Casa Branca se vêem em uma situação quase sem controle. Após uma troca de insultos com o representante da Coréia do Norte, o presidente americano resolve dar ordens para um ataque nuclear, que coloca em risco não apenas os coreanos, mas o mundo inteiro. Após essa ordem, que foi impedida com base no improviso de funcionários, uma série de situações acontecem na Casa Branca. É aí que Maggie Costello, funcionária há anos do governo, descobre uma conspiração para matar o presidente. O dever pede a Maggie para impedir que isso aconteça, mas o que ela deve realmente fazer, se assim como metade do país, odeia as atitudes e o caráter de seu presidente? 

" - Parece mesmo que esgotamos todos os outros meios. Como patriotas que prestaram o juramento de defender o país contra todos os inimigos, externos e internos, acredito que só nos resta uma alternativa. Acredito que seja nosso dever matar o presidente." (p. 76)

Devo dizer que antes mesmo de ler o livro já achava que Bourne tinha sido extremamente ousado ao criar tal história. E ao terminar a leitura, o achei não apenas ousado, mas muito corajoso também. Em uma narrativa clara, objetiva e (para mim) recheada de indiretas, fica claro que estamos diante de um thriller instigante e muito, muito interessante. 

A trama não carrega apenas o suspense diante das ameaças que nossa protagonista sofre por descobrir a conspiração, mas traz também um caráter reflexivo. O autor soube unir muito bem as situações, nos mantendo alertas a cada fim de capítulo e nos fazendo pensar - diante dos diálogos entre os personagens - o quanto a ficção pode se aproximar da realidade nesse livro. Ficamos em choque com o que vamos descobrindo e não deixamos de pensar em nós mesmos e nossas opiniões nas redes sociais. Pelo menos eu pensei muito: "qual desses cidadãos sou eu?" (lendo o livro vocês entenderão). 

O interessante é que o presidente, o grande alvo e causador de toda o transtorno das situações, raramente aparece. O circo pega fogo somente entre seus "súditos". Portanto, ele está mais presente nos diálogos entre os personagens, no noticiário, nos tweets... mesmo sendo aparentemente nosso maior vilão. Perto do desfecho ficamos na dúvida sobre o que autor preparou para nós, e mesmo esperando algo parecido como o que foi, as revelações são chocantes mesmo assim. Na luta pelo poder, ninguém é confiável! Gostei muito do final, era o que eu esperava mesmo da protagonista. 

Em linhas gerais, Matem o presidente é um thriller muito bem escrito, cheio de passagens ousadas e um suspense envolvente, além de reflexivo. O livro me deixou curiosa para conferir outras obras de Bourne, protagonizadas ou não por Maggie Costello. Recomendo a leitura com certeza!

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Um comentário:

  1. Olá!
    Nunca tinha visto esse livro ou o próprio autor, mas eu adorei esse título e capa. Pelo pouco que você descreveu já deu pra sentir a proximidade dessa história com nossa realidade cada vez mais bagunçada e distorcida... tenho me interessado muito por suspense (apesar de ter lido poucos do gênero) e esse certamente vai para a lista!
    Adorei sua resenha
    Beijos,
    http://ofantasmaliterario.blogspot.com.br

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