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23 outubro 2017

Resenha | Maria e o caso das gravuras desaparecidas, de P. J. Brackston

Título: Maria e o caso das gravuras desaparecidas
Autora: P. J. Brackston
Editora: Bertrand Brasil
Gênero: Fantasia
Páginas: 224
Ano: 2017
Skoob

(cortesia da editora)

Sinopse: Uma dança sutil entre a paródia e a sátira, com uma mistura vigorosa de contos de fadas para apimentar. Quando crianças, Maria e seu irmão João caíram nas garras de uma bruxa em uma casa feita de doces. Passados alguns anos, a jovem tornou-se a detetive particular número um de toda a Baviera. E é justamente isso que a transforma na principal candidata para encontrar as gravuras de sapos, que desapareceram misteriosamente da casa do herdeiro do ilustre pintor Albrecht Dürer. Em meio a um festival gastronômico que promete movimentar toda Nuremberg, Maria precisará usar toda a sua inteligência para desvelar a verdade — pois nem tudo na cidade é o que parece, e mesmo os círculos mais elegantes têm seus segredos sórdidos...


Quem nunca ouviu falar dos contos dos Irmãos Grimm, e especificamente do de João e Maria? A história dos irmãos que ainda crianças foram atraídos por uma bruxa para uma casa feita de doces, já rendeu muitas releituras modernas, e Maria e o caso das gravuras desaparecidas, de P. J. Brackston faz referência a esse conto. 

Nesse livro veremos os irmãos na fase adulta. Maria se tornou uma detetive particular muito conhecida e requisitada em seu país, e fora chamada à luxuosa cidade de Nuremberg para investigar o desaparecimento das gravuras de sapo de Albrecht Dürer, propriedade de Herr Dürer. João, que ainda mora junto com a irmã e tem uma grande atração pela culinária, embarca junto com ela para a tal cidade com o intuito de participar de um festival gastronômico. Ao chegar na cidade Maria já encontra algumas coisas erradas e levanta alguns suspeitos do roubo das gravuras. A irmã de João terá ainda muitas surpresas até o fim da investigação.


É natural que eu estivesse curiosa por esse livro, já que adoro livros que fazem referência aos contos dos Irmãos Grimm, ainda mais quando podem nos trazer situações reais do dia-a-dia. A obra de Brackston, apesar de possuir elementos fantasiosos, como duendes arrumadeiros e ratos falantes, toca em situações reais que tornam a leitura mais interessante. Apesar de Maria e João serem unidos, achei interessante a autora colocá-la como a "chefe de família" e a mais centrada dos dois. João chega até a irritar no começo, com seu modo meio infantil e suas bebedeiras. Porém, ele também se mostra um irmão protetor e prestativo. Outra coisa que a autora acrescentou, que talvez tire a inocência que o leitor ache que a leitura tenha, é a inserção de um bordel na trama. Um toque de realidade, misturado à fantasia que, obviamente não pode estar ausente, foi uma das coisas que me agradou na obra.

Outro ponto positivo é o humor presente. Para começar me diverti com João, que como já citei era meio infantil e até bobo às vezes. Maria, como toda mulher vaidosa, não resistia às tentações ao entrar em lojas de roupas e perucas. Sem falar que os dois irmãos possuem uma tendência a amar demais tudo que se refere a comida - também pudera, com um passado como o deles! Os personagens secundários que vão surgindo também rendem muitos momentos descontraídos. Nesse ponto gostei como a autora desenvolveu os diálogos e uma narrativa totalmente envolvente. Com certeza esse humor e algumas ironias deram um toque especial ao enredo.

"Até receber um adiantamento de seu cliente, ela não tinha dinheiro para fazer compras. Entretanto, assim que recebesse... bem, os deslumbrantes exemplares na vitrine da costureira já lhe haviam despertado o interesse." (p. 64)

Maria e o caso das gravuras desaparecidas é um livro juvenil que recomendo para quem gosta dos contos dos Irmãos Grimm. Por ser uma leitura mais leve e descontraída do que ligada fortemente ao mistério, achei que a investigação de Maria no caso não foi algo tão instigante. Porém, o livro cumpriu seu papel ao trazer uma referência ao conto de João e Maria e me divertiu com certeza. Vale a pena ter na estante. Em minha avaliação pessoal, só não recomendaria para um público infantil, por alguns motivos que já citei entre outras coisinhas! 

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Um comentário:

  1. Nossa, que interessante! Não conhecia a obra, mas o fato da junção da sátira, humor e mistério, me deixou bem curiosa.
    Não curto muito literatura juvenil, mas acho que essa vai valer pena.
    Dica mais que anotada!
    Parabéns pela leitura e resenha!

    Beijinhos!!

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com

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