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12 julho 2016

Resenha - A mamãe é rock

Título: A mamãe é rock
Autora: Ana Cardoso
Editora: Belas-Letras
Páginas: 112
Gênero: Cronicas
Ano: 2016
Skoob

(Cortesia da editora)

Sinopse: Este é um livro sobre a maternidade e todos os sentimentos loucos que as mães têm em relação a quem de alguma forma criam, seja um filho natural, adotivo, neto ou sobrinho. É sobre família e é sobre as mães também, esses seres que falam uma língua estranha e chata que só entende quem entra para o clube e se torna uma delas. Não se preocupe, não é um livro de lamentações. É o contrário: tem histórias engraçadas, singelas e verdadeiras. Aqueles que leram O papai é pop estão convidados a conhecer o lado mais in/tenso da experiência. A mamãe é rock é um recorte sem filtro dos divertidos e comoventes malabarismos que um casal moderno faz todos os dias para criar suas filhas.




Depois do sucesso O papai é pop, a Editora Belas-Letras lança A mamãe é rock, escrito por Ana Cardoso, que trabalhou essa ideia após a obra do marido. Ainda não li o livro do Marcos, mas amei mergulhar nessas crônicas tão divertidas e conhecer o lado intenso da maternidade.

A obra é composta por crônicas curtas, onde Ana descreve algumas situações do cotidiano, que definitivamente somente quem é mãe pode compreender. Mesmo que eu ainda não tenha filhos, consegui identificar muitas dessas situações recordando minha mãe e minha avó. Por mais que cada mulher tenha seu jeito próprio, sua forma de educar, dar carinho e proteger, é como se não tivesse outro jeito: mãe pode não ser tudo igual, mas a dedicação que duas filhas pequenas exigem é. 


A autora escreve de uma maneira singela e totalmente descontraída. A maternidade, como a grande maioria a vê, é linda e encantadora... até você ter os seus filhos. Ana ama ser mãe, como muitas mulheres, mas trabalha em suas crônicas que apesar de todo esse amor incondicional, ela também tem seus momentos de estresse e em que necessita de paz. Mas como já citei, a narrativa é totalmente descontraída e a autora não tem nenhuma intenção de tornar essa leitura maçante e cheia de reclamações, pelo contrário, ela te diverte o tempo todo contando as situações que passa diariamente com suas duas princesas.

"O que me falta e o que eu desejo para minhas filhas e para todas as outras meninas é muito simples: apenas a metade da autoestima de um homem branco médio. Mas, se possível, o dobro. Tô trabalhando nisso. E você?" (p. 43)


Adorei a escrita da Ana, suas divagações e a maneira com que ela mesma se diverte com as mais inusitadas situações cotidianas que vive. E como não se encantar pelas brincadeiras e travessuras da Anita e da Aurora? Simplesmente amei o livro. Ademais, adorei mais uma vez o trabalho gráfico da Belas-Letras. Como era de se esperar, além dessa capa linda, as páginas amareladas são cheias de ilustrações que rendem ainda mais conforto a leitura. 

"Teríamos que ser lunáticas para não nos abalarmos por nenhum dessas questões. Não é feio não estar feliz, feio é não ter sentimentos." (p. 63)


A mamãe é rock é aquele tipo de livro para você que é mãe guardar com carinho e ler sempre quando quiser instantes descontraídos, mas também é para o leitor que ainda não têm filhos, como eu, que me diverti bastante pensando como eu ainda nada sei sobre a maternidade. Pode ser exagero muitas coisas que já ouvimos de nossas mães, mas se você já é adulto e ainda não compreendeu, nem um "tiquinho" o que a mulher que te colocou no mundo já passou e fez por seus filhos, então você definitivamente precisa ler esse livro.

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4 comentários:

  1. Olá, Leticia.
    Eu gostei bastante de O Papai é Pop, então acho que curtirei essa leitura também.
    Adoro esse tom leve e divertido das crônicas sobre o cotidiano. Isso deixa a obra muito mais envolvente e chamativa.
    Além disso, já vi a visão do pai, agora quero conferir a da mãe.

    Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de julho. Serão quatro livros e dois vencedores!

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  2. Achei interessante a proposta do livro, acaba fazendo as mães se identificarem e nós, que ainda não somos, lembramos do que sempre nos falam rsrs
    Amo crônicas, pelo simples fato de tratarem de assuntos cotidianos, como a maternidade, e mostra que tem seus lados ruins e bons, destacando os bons! Parece ser um livro leve e fácil de ler, desejado!

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  3. Oi Letícia!

    Eu tb não tenho filhos, mas o livro parece ser muito bom, pra quem é mãe e pram quem não é. Nunca li nada da autora, mas fiquei curiosa!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. Que livro fofo, amei. Quero ler esse livro, pois sou mãe e daqui a pouco meu filho não vai entender o que falo e vou ser a chata do pedaço. Esse livro vai me ajudar.

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